Talvez eu esteja muito enganada. Talvez, mas você deve ter ouvido ou cansado de ver na televisão que no dia 13 desse mês, começou a Conferência das nações unidas sobre desenvolvimento sustentável a (Rio+20). Muita gente, muita discursão, muito dinheiro envolvido.

O objetivo da Rio+ 20 é, fazer com que as nações de todo o mundo entre em um acordo a respeito do clima. Esse também era o objetivo da  Eco 92, também no Rio de janeiro na década de 90.

A Rio+ 20 tem uma ‘superestrutura’ de sete mil funcionários, cinco pavilhões, praça de alimentação e 27 banheiros. Mas eu pergunto tudo isso vai dar em alguma coisa?

O eco 92 deu em alguma coisa? Hoje é 19 de junho, faltam três dias para a conferência terminar, e os empasses estão aí. O texto apresentado pelo Brasil aos delegados da conferência foi criticado, as nações acham que falta de ambição do texto, e a ONU ‘descobriu’ que não é possível chegar a um acordo confortável para todos.

Volto a dizer, talvez eu esteja muito enganada, mas eu vejo muita movimentação, muita infraestrutura e pouco resultado. A atenção nacional, ou pelo menos da mídia nacional está  toda ladeada na Rio+ 20.

 As universidades e institutos federais estão em greve faz um mês, e a reunião pra decidir o rumo da greve, que estava marcada  com o governo pra hoje, dia 19, foi adiada.  Por quê?  O governo está ocupado demais com o Rio +20?

Talvez, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteja certa, ao dizer que “Nós teremos bons resultados na Rio+20, o resto é muito teatro e gente querendo aparecer, com pouco a oferecer”.

E enquanto isso, a micareta (carnaval fora de época) vai acontecendo no Rio de janeiro, com direito a samba e mulher pelada.


(Mulheres do grupo Tambores de Safo tocaram percussão e tiraram a camisa durante o protesto no Centro do Rio de Janeiro (Foto: Glauco Araújo/G1)

por: Graci Sa, Estudante de Comunicação social na UFMT

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